sábado, 5 de julho de 2014

Update + Balanço de Leituras: Junho

Saudações! Ultimamente tenho andado desaparecida, mas isso não significa que me tenha esquecido deste cantinho. Infelizmente, não tenho tido muito tempo livre. Comecei uma nova etapa da minha vida e durante esta fase inicial de habituação não fico com muito tempo para me dedicar a outras coisas, nomeadamente leituras e blog. Até ao final deste mês é provável que continue a não postar muito, mas espero voltar em força em Agosto ;)

Já em relação às leituras, durante o mês de Junho li os seguintes livros:


El Viejo Que Leía Novelas de Amor de Luis Sepúlveda: eu tenho um certo fascínio pelas obras deste autor e apesar de esta ser bastante conhecida, ainda não tinha lido. Gostei da sua história e das suas mensagens e é um livro que recomendaria a qualquer pessoa, mas admito que prefiro outros do autor. Review aqui.


Thirteen Reason Why de Jay Asher: vou ser sincera, penso que, até ao momento, esta é a desilusão do ano. A premissa parecia prometedora e inovadora, mas a história não resultou da forma que esperava. A personagem principal parecia-me algo irritante e tive de fazer um verdadeiro esforço para terminar a leitura deste livro. Review aqui.


A Tormenta das Espadas de George R R Martin: ação para dar e vender, é apenas o que tenho a dizer. Gostei bastante da história e dos novos desenvolvimentos e, pelo que vejo, o 6º também promete ;)


O Oceano no Fim do Caminho de Neil Gaiman: a minha estreia com este autor e tenho alguma pena por não ter tido o impacto que esperava. Houve coisas de que gostei, mas também houve outras que achei demasiado racambolescas. Review para breve.

Relativamente a desafios literários, devo admitir que apenas consegui contribuir para o desafio de A a Z com o Thirteen Reason Why e para o meu desafio 5x5 com o livro de Neil Gaiman, dado que integrava a minha lista de 5 autores a conhecer este ano.

Boas leituras

terça-feira, 10 de junho de 2014

Thirteen Reasons Why de Jay Asher

Sinopse

You can't stop the future. You can't rewind the past. The only way to learn the secret. . . is to press play.

Clay Jensen doesn't want anything to do with the tapes Hannah Baker made. Hannah is dead. Her secrets should be buried with her. Then Hannah's voice tells Clay that his name is on her tapes-- and that he is, in some way, responsible for her death. All through the night, Clay keeps listening. He follows Hannah's recorded words throughout his small town. . . . .and what he discovers changes his life forever.

A Minha Opinião

Admito que tive de ponderar durante algum tempo sobre a minha review deste livro. Não é fácil escrever algo sobre ele, não tanto pelo prazer que a sua leitura me proporcionou (que neste caso foi nenhuma), mas pelo tema que aborda. 

Sabemos que ao pegar num livro que aborda de uma maneira tão única o suicídio é sinónimo de uma leitura algo pesada - e sim, mórbida - que muito possivelmente nos levará a analisar as várias questões que são suscitadas durante o livro, algumas da quais (possivelmente) nunca nos tinham passado pela cabeça. Admito que tal, assim como o facto de a história ser contada através de áudio cassetes, foram as principais razões que me atraíram para este livro, mas infelizmente a história não correspondeu às minhas expectativas.

Se tivesse de escolher apenas uma palavra para caracterizar este livro escolheria "egoísmo". A atitude de Hanna ao decidir partilhar estas cassetes parece bastante egoísta. Sim, tal como disse, essa até foi uma das coisas que me atraiu mais em relação a este livro, mas depois de lê-lo posso dizer que aquelas cassetes eram apenas lavagem de roupa suja. Partilhou momentos que, analisados a frio, nos levariam a desvalorizá-los e a considerá-los como pouco merecedores do estatuto de razões pelas quais Hanna se suicida, especialmente no início. Claro que no final conseguimos perceber o desespero em que se encontrava e o que a levava a agir daquela forma, mas até chegar a esse ponto a história soube sempre a pouco e a ideia de egoísmo foi a que dominou os meus pensamentos durante essa fase.

Para além disso, e tal como já referi, uma boa parte das razões pelas quais Hanna incluía certas pessoas nas cassetes parecia pouco sustentada. Criava-se um grande suspense em relação a cada personagem e ao que poderia ter levado à sua inclusão na lista de Hanna, mas chegado o fim do capítulo imperava a sensação de insatisfação. Uma das personagens chegou mesmo a dizer "I don't belong on those tapes. Hanna just wanted an excuse to kill herself." E, confesso, durante uma boa parte do livro cheguei a compreender esta posição. Realmente parecia que Hanna ia buscar fundamentos a momentos que, na realidade, não seriam suficientemente fortes para motivar um suicídio.

Apesar de tudo, penso que este é daqueles livros que não deve ser apressado e que mesmo depois de terminá-lo, devemos tirar algum tempo para refletir sobre aquilo que acabámos de ler. É verdade, não creio que seja uma história especialmente brilhante nem que esteja particularmente bem escrita, mas gostei do facto de o autor não ter receio de abordar um tema difícil e de uma forma tão diferente, convidando o leitor a pensar sobre aquilo que se está a passar. Para além disso - e creio que esse é que foi o grande ponto forte desta história - procura ainda mostrar como cada um pode lidar com o suicidio de um amigo/familiar de diferentes formas. A forma como Clay se vai perdendo nestas cassestes e como vai reflectrindo sobre a sua própria vida e crescendo está muito bem conseguida nesta história e esse acaba por ser um dos pontos em que o autor faz a sua história brilhar.

Concluindo, apesar de de reconhecer que o livro tem os seus pontos fortes, tenho de reconhecer que não gostei da história em geral e que me irritei com Hanna e com a posição de superioridade moral em que por vezes parecia colocar-se. Para além disso, acho que todo o livro deixa uma sensação de insatisfação por não conseguir corresponder a todo o suspense que cria em relação aos vários motivos que culminam no suicidio de Hanna.

Classificação: 2 estrelas

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Minha Música (11)

Estou cada vez mais fascinada pela a voz desta mulher


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Balanço de Leituras: Maio

Penso que este não foi propriamente o melhor mês de leituras, não tanto pela quantidade (li 5 livros, o que, tendo em conta o meu novo horário de trabalho, até não é mau), mas pelo prazer que me proporcionaram.


  • The Cuckoo's Calling de Robert Galbraith: adorei este livro! Fiquei agradavelmente surpreendida com a versatilidade de JK Rowling e com a sua capacidade de escrever um bom policial. Review aqui.

  • A Relíquia de Eça de Queiroz: tenho uma coleção muito bonita das obras completas de Eça de Queiroz e até agora não li muita coisa (apenas Os Maias, Cidade e as Serras, Contos e Tragédia da Rua das Flores) e por isso tive alguma vontade de pegar noutra das suas obras. Gostei da premissa e achei alguma piada às personagens, mas devo também admitir que alguns momentos foram especialmente custosos ... Review aqui.


  • Halloween de Nádia Batista: um conto de uma fellow blogger. Gostei e achei que seria bastante apropriado para o Halloween pela sua atmosfera meio assustadora e pelo final surpreendente. Review aqui.


  • Diário de um Escândalo de Zöe Heller: outra agradável surpresa! Conhecia a premissa da história, mas não esperava que se desenvolvesse desta forma e que cativasse tanto. Um livro que vale bem a pena ler. Review aqui.

  • Paper Town de John Green: penso que este acabou por ser a grande decepção do mês. Apesar de saber que esta era uma obra que reunia pouco consenso a nível de reviews, não consegui evitar a desilusão. O estilo do autor não me rendeu, apesar de perceber o fascínio que leitores mais adolescente têm por ele. Review aqui.
Relativamente aos meus desafios literários, o meu progresso foi o seguinte:

  • A a Z: pura e simplesmente não houve progresso. Não li nenhum dos livros que consta na minha lista.
  • 5 x 5: cumpri o meu objetivo d eler mais um livro de um autor português ao ler A Relíquia (Eça de Queiroz é um dos autores que constam na minha lista).
  • Mount TBR: também só contribui com um livro para este desafio e foi ele A Relíquia.

sábado, 31 de maio de 2014

Diário deum Escândalo de Zoë Heller

Sinopse

Este livro conta a história de um escândalo amoroso que envolve uma professora, uma mulher de quarenta e dois anos, casada e mãe de dois filhos, e um jovem aluno de quinze anos. É também a história da amizade entre duas mulheres, Sheba, a professora cujo envolvimento com o adolescente é descoberto, e uma outra professora da mesma escola, uma mulher na casa dos sessenta, cuja vida vazia e sem objectivos a predispõe imediatamente a apoiar a bela e sonhadora Sheba. Enquanto o seu casamento se desmantela e a imprensa disseca a sua vida, Barbara tenta desmistificar os juízos de uma sociedade preconceituosa, empreendendo uma meticulosa análise daquele caso num diário onde anota não só os factos como as suas reflexões.

A Minha Opinião

Andava a namorar este livro desde que o filme saiu no cinema, ou seja, há imenso tempo! Felizmente, um dos livros do passatempo da Presença era precisamente este e assim aproveitei para (finalmente) adquiri-lo e atirar-me à sua leitura.

Confesso que não sabia muito bem o que esperar. Tinha uma noção da premissa, mas não sabia se iria ser algo estilo Lolita, debruçando-se mais sobre o romance entre Sheba e Steven, ou se tentaria lançar o leitor numa reflexão sobre a sexualidade e a forma como temos a tendência para categorizar tudo e definir o que deve ou não ser visto como aceitável. Pelo trailer do filme, parecia ser uma história algo escandalosa (fazendo assim jus ao próprio título da obra), mas depois de a ler cheguei à conclusão de que ia para além da relação pouco convencional de Sheba com o seu aluno.

Apesar de essa relação ser o foco da narrativa, é a perspetiva de Barbara e a sua análise do comportamento, não só de Sheba e de Steven, mas também das pessoas em geral, que nos atrai. Por um lado, porque nos dá uma visão menos toldada por fantasias românticas como parece ser a de Sheba, mas por outro porque também nos permite conhecer um pouco melhor Barbara e perceber o quão solitária esta estava. O facto de ser uma pessoa pouco sociável e com uma certa tendência para se distanciar dos outros, fazia com esta tivesse opiniões muito próprias sobre certos comportamentos. Um dos exemplo que posso mencionar é a análise que ela faz dos professores com quem trabalha e da forma como estes criam as suas amizades, distinguindo os que desesperam por associar-se a algum grupo daqueles que são mais pacientes e reservados e que não se deixam levar por grandes euforias. 

Aliás, é essa posição única que também torna o seu envolvimento nesta história algo peculiar. É mais do que evidente, desde o início, que Barbara tem um certo fascínio por Sheba, considerando-a inclusivamente como a sua alma gémea. Fica de tal forma obcecada pela vida de Sheba, que procura a todo o custo tornar-se sua amiga, ocupar um papel central na sua vida e controlar o que ela faz. Toda essa necessidade torna ainda mais evidente a sua solidão e Barbara é bastante honesta em relação a esse aspeto, não procurando ocultá-lo ou minimizá-lo. No entanto, rapidamente o leitor dá-se conta de que essa posição também se deve ao facto de Barbara não ser uma pessoa fácil - longe disso. É demasiado rápida e dura a avaliar os outros e sente uma grande necessidade de ocupar uma posição dominante nas suas relações, tornando-se assim mais do que evidente o porquê de as pessoas se afastarem dela. 

No que diz respeito ao enredo em geral, fiquei surpreendida com o facto de a história não se centrar tanto no romance como esperava. A perspetiva de Barbara apenas nos permite aceder àquilo que Sheba partilhou consigo, havendo detalhes da sua relação com Steven que nunca chegamos a conhecer. Aliás, penso que nesse aspeto a história pode saber a pouco. Ainda que sabendo as potenciais consequências dos atos de Sheba, não sabemos exatamente como era a sua relação com o seu aluno - apesar de termos algumas ideias -, assim como também desconhecemos o efeitos da mesma para Steven. Aliás, fica-se quase com a ideia de que para ele foi apenas uma conquista, não lhe atribuindo o mesmo significado que Sheba, mas não há grande margem para ir para além dessas considerações porque também não nos são dados mais detalhes.

No geral, e apesar de ter gostado bastante da história, fiquei com pena que não se explorassem mais certos aspetos. Gostava de ter ficado a conhecer um bocadinho melhor Steven e de saber mais coisas sobre a sua relação com Sheba. No entanto, penso que este livro prima pelas análises que faz, seja das relações entre as diferentes personagens, do próprio affair, como também dos limites que a imprensa está disposta a passar apenas para conseguir um bom furo. 

É sem dúvida um daqueles livros em que é inevitável não criar a nossa opinião sobre os diferentes temas e contrastá-las com a perspetiva de Barbara, mas penso que esse acaba por ser um dos seus pontos fortes. Fiquei foi sem grande vontade de ver o filme, porque depois de voltar a ver o trailer, fiquei com a ideia de este se afastava um pouco do livro e que puxaram mais para o escândalo.

Classificação: 4 estrelas




sábado, 24 de maio de 2014

Paper Towns de John Green

Sinopse

Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

A Minha Opinião
  
John Green é (muito provavelmente) um dos autores juvenis (Young Adult) mais badalados do momento. Uma breve passagem por comunidades como Goodreads ou Bootube evidencia essa tendência. Parece que (praticamente) toda a gente leu pelo menos um dos seus livros, sendo já muitos os que leram todas as suas obras. Confesso, tanta popularidade despertava a minha curiosidade e vontade de ler algo deste autor. Contudo, também tinha algum receio de não perceber o porquê de tanto delírio e de simplesmente não gostar das suas histórias.

Pensei que o melhor seria começar por um livro que não reunisse um grande consenso e que não fosse um dos mais adorados. Paper Towns surgiu assim como a escolha ideal para esta primeira leitura. Pelas reviews que li, percebi que este era um livro adorado por uns, mas pouco valorado por outros e por isso achei que seria o melhor para uma introdução à obra de John Green.

Fiquei maravilhada? Posso desde já dizer que não. Percebo o encanto. Os seus livros têm histórias aparentemente simples, mas cheias de significados e mensagens subliminares, e o facto de se centrarem em adolescentes fora do comum atrai seguramente leitores mais jovens. Não foi, no entanto, uma fórmula que resultasse comigo. Achei a história meio "hollywoodesca", pronta para passar ao grande ecrã como um filme de adolescentes para adolescentes. Não que isso seja um defeito; é simplesmente algo já visto que resultou melhor (na minha opinião, pelo menos) com outras obras (penso principalmente em The Perks of Being a Wallflower).

Mesmo as personagens não encheram medidas, caindo em estereótipos já explorados noutros livros. O adolescente pouco popular com uma paixoneta pela vizinha do lado - por sinal bastante bonita e fascinante - que decide sair da sua zona de conforto para encontrar Margo quando esta desaparece misteriosamente. Até os seus amigos encaixam em alguns dos modelos já anteriormente estabelecidos por outros autores ou até mesmo filmes. Por um lado tinhamos o amigo meio amalucado, que apenas se preocupa com miúdas, mas com quem simpatizamos; por outro, o típico amigo super inteligente, dedicado às novas tecnologias e que mesmo dormindo apenas um par de horas numa noite é capaz de tirar uma brilhante nota no teste do dia seguinte. A juntar-se a este grupo, tínhamos ainda a miúda popular, insegura, paranóica e com complexos com a comida que acaba por se envolver com um rapaz que nada tinha que ver com ela. Nada de novo, como podem ver.

A história em si parecia prometedora, especialmente por convidar o leitor a reflectir um pouco sobre as relações interpessoais  e as expetativas que criamos em relação às pessoas que nos rodeiam, mas não pude deixar de pensar que o autor floreou demasiado alguns aspetos sem grande necessidade. Para além disso, penso que algumas das reflexões e deixas das personagens não correspondiam à sua idade, por muita maturidade que já tivessem, tornando a história pouco credível em certos momentos.

Em suma, não foi propriamente a melhor estreia, mas, ao mesmo tempo, penso que me permitiu formar uma opinião em relação ao trabalho de John Green e conhecer um pouco o seu estilo. Apesar de já ter lido livros melhores, houve coisas que gostei e que ficaram na minha memória e que me fizeram reflectir. 

Houve uma passagem de que gostei especialmente e que transcrevo para aqui:

"You know your problem, Quentin? You keep expecting people not to be themselves. I mean, I could hate you for being massively unpunctual and for never being interested in anything other than Margo Roth Spiegelman, and for, like, never asking me about how it's  going with my girlfriend - but I don't give a shit, man, because you're you. My parents have a shit ton of black Santas, but that's okay. They're them. I'm too obsessed with a reference Web site to answer my phone sometimes when my friends call, or my girlfriend. That's okay too. That's me. You like me anyway. And I like you. You're funny, and you're smart, and you may show up late, put you always show up eventually."

Penso que isto acaba por resumir o essencial do livro e uma das principais ideias que o autor pretende passar sobre as pessoas e a forma como nos relacionamos, mas tal como disse anteriormente, penso que houve algum floreado para chegar a questões ou conclusões que na realidade eram relativamente simples de explicar. Por fim, devo ainda dizer que não gostei especialmente do ritmo do livro que ele parecia arrastar-se um pouco, sendo que o melhor foi mesmo o último terço da história.

Classificação: 3 estrelas

domingo, 11 de maio de 2014

TAG: Livros Que Falam de Livros

Hoje trago mais uma TAG que me foi passada pela Cristina do blog Lots of Books and Other Things (muito obrigada!) e que foi criada pela Jojo.

O objetivo consiste essencialmente em:
  • Enumerar 6 livros que tenhamos lido que falem sobre livros
  • Referir um livro que queiramos ler e que fale sobre livros
 Então muito bem, os seis livros que li são:

La Sombra del Viento de Carlos Ruiz Zafón



 
Acho que é cada vez mais difícil para mim responder a uma TAG sem incluir este livro. Tão tão tão bom e sim, fala sobre livros. Aliás, uma das coisas que mais me cativa nesta história é precisamente a forma como aborda temas como livros, leitura e a relação do leitor com os livros.

A Rapariga Que Roubava Livros de Markus Zusak



Outro grande livro onde os livros e a leitura assumem um grande destaque. Gostei bastante desta história e da forma como os livros foram tão importantes para o desenvolvimento da história e das personagens.

The Perks of Being a Wallflower de Stephen Chbosky


Nesta história, Charlie vai lendo uma série de livros recomendados pelo seu professor de Inglês. A sua escolha não é aleatória, sendo que cada um deles possui uma mensagem bastante importante e relacionam-se bastante bem com o desenvolvimento de Charlie. De certa forma, são uma espécie de barómetro do crescimento da personagem. Gostei bastante desta característica do livro porque dava a sensação que Charlie crescia um pouco mais depois de ler cada uma das obras indicadas pelo seu professor.

O Caso Jane Eyre de Jasper Fforde



Um livro com um conceito bastante interessante e que se refere à possibilidade de um leitor entrar na própria história que está a ler. Neste caso, a história centra-se no livro de Jane Eyre.

O Leitor de Bernhard Schlink


Apesar de ser uma história mais focada na relação entre um jovem uma uma mulher mais velha, os livros também acabam por asusmir um papel relevante, especialmente no que diz respeito ao segredo de Hanna e à própria relação que se cria entre ela e Michael.

El Club Dumas de Arturo Pérez-Reverte 


Neste caso, toda a história está centrada no livro Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas e nuns capítulos misteriosos que alguns colecionadores privados e membros de uma sociedade misteriosa procuram.

Relativamente ao livro que quero ler e que também fala sobre livros, escolho Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, cuja sinopse deixo aqui:

O sistema era simples. Toda a gente compreendia. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos... Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos, e gostava do seu trabalho. Era bombeiro há dez anos e nunca questionara o prazer das corridas à meia-noite nem a alegria de ver páginas consumidas pelas chamas... Nunca questionara nada até conhecer uma rapariga de dezassete anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer... De implicações assustadoras, a forma como reconhecemos o nosso mundo naquele que é retratado em Fahrenheit 451 é impressionante.

Tenho lido bons comentários sobre este livro e o facto de fazer parte ao grupo de clássicos disotpianos desperta o meu interesse. 

Espero que tenham gostado :)

Até ao próximo post!  

   
  
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

The Cuckoo's Calling de Roberth Galbraith

Sinopse

Quando uma jovem modelo cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está um caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrio tudo se torna - e mais se aproxima de um perigo terrível...

A Minha Opinião

Ainda não tinha lido nada do trabalho de J K Rowling após a fase Harry Potter. Não tinha que ver com o facto de ser um estilo diferente e de já não ser o mundo mágico a que ela nos tinha habituado. Deveu-se, muito simplesmente, ao facto de, pelo meio, terem saído livros que eu considerei mais interessantes ou porque tinha outras coisas na minha estante que queria ler. Estava curiosa, mas - admito - The Casual Vacancy não me tinha despertado muito a atenção e The Cuckoo's Calling parecia interessante, mas acabei por ir adiando a sua compra. 

Agora que o li, que posso então dizer? Surpreendente! É um livro verdadeiramente surpreendente. Claro que não se aproxima daquilo a que estavamos habituados em Harry Potter, mas tiro o chapéu a J K Rowling. Não esperava que ela conseguisse escrever um policial complexo, com personagens muito bem caracterizadas e desenvolvidas e que ainda nos desse um final em cheio.

Mas agora dividindo por partes.

Relativamente ao enredo, devo dizer que, no início, pensava que seria uma história que precisaria de algum fôlego para se manter durante as 550 páginas que o livro tem. A premissa, apesar de interessante, parecia deixar muita coisa em aberto. Tanto poderia ser daqueles enredos que rapidamente "morrem" e em que metade dos capítulos estão ali para encher, como ter um desenvolvimento meio rocambolesco e que no final nos levaria a questionar "Mas o que é que acabou de acontecer?" por parecer tudo tão inverosímil. Felizmente, não aconteceu nada disso e fiquei bastante satisfeita com a forma como J K Rowling desenvolveu a premissa. É daquelas histórias que de início podem parecer simples, mas que à medida que vão progredindo, adensam-se e ficam cada vez mais complexas e ricas.

Essa característica tornou-se evidente na própria forma como a investigação de Cormoran ia progredindo e isso deu uma boa margem para que eu fosse extraindo as minhas próprias conclusões e fizesse deduções com base nos elementos que eram fornecidos. O leitor quase que assume o papel de co-detetive do caso e isso, a meu ver, é um aspeto bastante positivo, porque isso significa que estamos perante uma história cativante e envolvente.

Já no que diz respeito às personagens, fantástico. Apesar de a personagem principal ser Cormoran, cada uma das personagens secundárias (mesmo aquelas que apenas entram em um ou dois capítulos) são excecionais. A caracterização feita pela autora é fantástica; os retratos que faz e a forma como recorre a diferentes registos para cada uma das suas personagens permitiram imaginar de forma muito mais clara como é que cada uma era e que postura e maneirismos estaria a adotar durante o seu tempo de antena. Aliás, confesso que é raro encontrar um livro que me leve a admirar a capacidade e versatilidade de um autor para adaptar o discurso e as marcas de oralidade a cada personagem - uma caracaterística que, a meu ver, por vezes é negligenciada e que, no entanto, enriquece uma personagem -, mas essa foi precisamente uma das coisas que mais me atraiu neste livro.

As minhas personagens preferidas acabaram por ser Cormoran e Robin, a sua secretária. Cormoran porque não se enquadrava no padrão de detetive a que muitos policiais nos habituam - um homem atraente, mesmo que não necessariamente bonito que apesar do seu passado meio obscuro,  nos conquista e cativa. Facto, é um homem inteligente, com um passado meio conturbado e uma história familiar algo pecualiar, mas ao mesmo tempo, tem um ar quase anti-herói - excesso de peso, uma prótese na perna, dorme no seu próprio escritório e tem uma divida considerável a pesar-lhe os ombros. Todos estes elementos fizeram com que engraçasse desde logo com ele. Não tentava ser perfeito - nem era esse o plano da autora - e a sua simplicidade acaba por ser cativante. Quanto a Robin, achei-lhe piada por ser sonhadora, por ter seguido o seu sonho e trabalhar onde se sentia mais feliz, seguindo aquilo que sempre ambicionou (ainda que secretamente).

No geral, uma leitura bastante agradável e cativante que recomendaria a todos, especialmente a quem gosta de policiais. Claro que, para quem leu Harry Potter, este mundo e estilo serão completamente diferentes daquilo a que estavam habituados, mas penso que vale bem a pena mergulhar nesta história e simplesmente deixarem-se levar pela sua intriga. O final não deixa de ser surpreendente, ainda que possa parecer algo rápido quanto ao seu desenlace.

Classificação: 5 estrelas

sexta-feira, 2 de maio de 2014

#Friday reads (27)

Este fim de semana será para tentar dedicar-me a The Cuckoo's Calling, o livro escrito por J K Rowling com o pseudónimo Robert Galbraith. Vou neste momento na página 370 e estou a gostar bastante, não tenho é tido muito tempo para ler. Para quem não conhece ainda a história, fica aqui a sinopse:

Quando uma jovem modelo cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está um caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrio tudo se torna - e mais se aproxima de um perigo terrível...

Para além disso, gostaria ainda de tirar um bocadinho para ler o conto Halloween de Nádia Batista. Já há algum tempo que descarreguei o conto, mas ainda não tive a oportunidade de lê-lo.

Com este Sol fantástico, não sei se conseguirei cumprir todos estes planos, mas vamos lá ver.

E o vosso fim de semana, como é que vai ser? :) 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Balanço Leituras: Abril

E mais um mês chega ao fim e está na altura de fazer um balanço das minhas leituras durante o mês de Abril. Confesso que li mais do que esperava. Leitura conjunta + mini férias parecia-me uma combinação que resultaria em poucas leituras.

 Livros lidos


  • El Ruido de las Cosas al Caer de Juan Gabriel Vásquez: um livro aparentemente simples, mas que nos dá um bom retrato das personagens e da natureza humana. Parti para este livro sem saber o que esperar e gostei do resultado. Review aqui.
 

  • Ana Karenina de Leão Tolstoi: livro da leitura conjunta deste mês. Gostei bastante! Estava com receio de não gostar e de nao conseguir ler tudo, mas correu tudo bem (felizmente!). Review aqui.



  • Deadly Secrets de Boris Riskin: um policial com uma premissa interessante e um protagonista carismático. Uma leitura interessante, apesar de reconhecer que tinha algumas falhas. Review aqui.



  • Uma Aventura no Bosque, no Coimboio e no Alto Mar de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada: este mês estive numa de Uma Aventura e de voltar à coleção que lia quando era mais novinha. Foi bom voltar a ler estas aventuras ;)

    Desafios Literários

    A a Z: dois livrinhos lidos para este desafio e foram eles Ana Karenina e El Ruido de las Cosas al Caer.

    Mount TBR: para este foi apenas El Ruido de las Cosas al Caer. No entanto, já consegui ler, no total, 8 livros para este desafio desde o início do ano ;)

    5 x 5: também só contou o livro de Juan Gabriel Vásquez enquanto um dos 5 autores que queria descobrir este ano. 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

As Minhas Músicas (10)

Desconfio que esta música se vai tornar num dos meus vicios destes Verão ;)


Book Haul (5)

Aproveitei este fim de semana para ir passear e espairecer e, como não podia deixar de ser, passar por uma livraria e trazer pelo menos um livrinho. Por isso, deixo aqui as minhas mais recentes compras.




Demência de Célia Correia Loureiro, um livro que adquiri numa pequena feira do livro que se realizou em Setúbal. É o único livro que não comprei durante este fim de semana.



Un Viejo Que Leía Novelas de Amor de Luis Sepúlveda. Comecei a fazer a coleção dos livros deste autor nesta edição. Gosto das ilustrações da capa e este é já o terceiro que tenho.


Dispara, Yo Ya Estoy Muerto de Julia Navarro. Um pequeno colosso de pouco mais de 900 páginas e o primeiro livro desta autora que adquiro. Estou algo curiosa em relação ao seu trabalho; tem sido bastante elogiada e como há pouco tempo tinha visto uma reportagem precisamente sobre este livro, decidi aproveitar a oportunidade e comprar o livro.

Isabel la Católica, Reina de Castilla de M.ª Isabel del Val Valdivieso e Julio Valdeón Baruque. Estou a pensar começar a minha própria coleção de livros relacionados com História e esta foi a minha primeira aquisição. Ultimamente tenho acompanhado uma série dedicada a esta rainha e como fiquei curiosa, comprei este livro para conhecer um pouco mais sobre a sua vida.




Por fim, não é um livro, mas algo relacionado com as leituras. Estava na livraria e vi este separador e tive que traze-lo comigo. Gostei por ser feito em madeira e por ter a imagem da Catedral na parte de cima.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Are you speed dating your book?

Hoje, dia 23 de Abril, assinala-se o Dia Mundial do Livro e para marcar esta data resolvi fazer um post dedicado à relação que tenho (ou que por vezes nós, leitores, temos) com os livros.



É já tradição, no início da cada ano, desafiar-nos para X desafios literários. Seja ler um dado número de livros, completar séries, ler obras de autores de uma dada nacionalidade ou simplesmente tentar reduzir a nossa pilha de livros por ler, a verdade é que, invariavelmente, acabamos por criar estas metas. 

Por um lado, são uma excelente forma de diversificar leituras, poupar algum dinheiro ou, simplesmente, tentar ir mais além e apostar em descobrir algo de novo. No entanto, podem também constituir verdadeiras condicionantes, comprometendo as nossas escolhas e, potencialmente, o nosso envolvimento com a história. 

Apesar de os objetivos destes desafios serem, à primeira vista, orientados para a diversificação da leitura e organização do que temos pela nossa estante, a verdade é que também promovem a leitura rápida, especialmente quando nos referimos a desafios estilo Goodreads (ler X livros durante 2014).  Pode ser um desafio "imposto" pela própria pessoa, mas não deixa de criar uma meta que se procura alcançar o mais depressa possível ou, pelo menos, acompanhando um dado ritmo. Claro que, para conseguir cumpri-lo, a tendência poderá passar por escolher livros mais pequenos ou com histórias que sabemos de antemão serem mais acessiveis ou de rápida leitura. Clássicos ou livros com mais de 500 páginas (só para citar alguns exemplos) são mais facilmente colocados de parte para dar lugar a outro tipo de leituras, nomeadamente YA e contemporaneos estilo Anna and the French Kiss.

É neste âmbito que se pode falar de uma espécie de speed date com um livro. Num espaço de pouco tempo, procuramos lê-lo o mais rápido possível de forma a que possamos incluí-lo na nossa lista de livros lidos este ano. Um dos principais objetivos passa a ser o tempo de leitura e não tanto o envolvimento com a história e com as suas personagens. Por vezes, parece mesmo que o livro não é sequer "digerido" e que nos ficamos por uma apreciação algo superficial daquilo que lemos. 

Claro que isto é uma generalização e que mesmo livros de YA podem ter boas histórias que nos levem a pensar, que nos prendam desde as suas primeiras páginas e que nos façam adorar as suas personagens, mas penso que o comentário também não é totalmente infundado.

No entanto, os desafios literários não são os únicos a que podemos apontar o dedo. Também as maratonas literárias (nas quais gosto de participar) também promovem o mesmo estilo de leitura. Ainda que subordinadas a determinados temas (outra vez, diversificação) e de se assegurar sempre que cada um lê ao seu ritmo, a verdade é que não deixam de ser eventos especialmente orientados para "despachar" leituras. Claro que são boas, especialmente quando há desafios, porque dessa forma acabamos por ir um pouco mais além na nossa experiência enquanto leitores e ponderamos sobre certos detalhes, ou pensamos um pouco mais sobre as suas personagens ou sobre determinadas cenas da história. Contudo, não deixam de ser uma outra versão de speed-dating que pode também condicionar as nossas escolhas.

Finalmente, faço ainda uma referência aos blogs. Lembro-me de ler um comentário de uma blogger que dizia sentir alguma pressão para ler livros com uma certa rapidez para manter um dado ritmo de publicação de reviews. Se havia quem tentasse ler um livro por semana, havia também quem fosse ao ponto de ler um por dia. Claro que aqui estamos a falar de uma situação extrema e que (pelo menos do que sei) pouca gente pratica, mas, mais uma vez, estamos perante uma das situações em que aderimos a algo (neste caso os blogs) por puro prazer de falar de livros e que acaba por criar uma certa pressão nas nossas leituras.

E depois deste testamento podem pensar "OK, tudo isso é muito bonito, mas tu também aderiste a não sei quantos desafios, participas em maratonas literárias e tens um blog onde publicas as tuas reviews" e é um facto. No entanto, reconheço que por vezes os desafios condicionam as minhas escolhas e que já dei por mim adiar a leitura de livros maiores pelo simples facto de querer alcançar rapidamente certos patamares nos meus desafios, ou sentir algum remorso por não ler um dos meus livros mais antigos (para cumprir o Mount TBR challenge) mas sim o que comprei há menos tempo. 

Também já dei por mim a escolher livros mais ligeiros e a ficar satisfeita por ver o meu rápido avanço no desafio do Goodreads ou por conseguir publicar reviews com maior frequência aqui no blog.

E, finalmente, também já senti a pressão para ler mais rápido certos livros simplesmente para poder começar outro numa data concreta para poder depois comentá-lo em leituras conjuntas ou maratonas. 

Claro que tudo isto depende muito de pessoa para pessoa e a forma como cada um encara a sua relação com os desafios, maratonas e blogs, mas deu-me que pensar. Acho que irei tentar pôr de lado os meus dias de speed dating com alguns livros e procurar perder mais um dia ou dois com cada um, para que possa sentir que realmente li algo interessante, com uma história cativante e personagens deslumbrantes. Ou simplesmente para que me aperceba de que, na realidade, o livro não era nada de especial, que a história não tinha nada de novo e que as personagens eram bastante básicas. O que importa é que sinta que dei a atenção devida a esse livro e que formei a minha opinião com base em algo mais substancial que uma mera impressão superficial e passageira.

E depois de todo este desabafo, o que pensam? Também dão por vocês em pleno speed date com um livro ou, na realidade, conseguem manter uma relação mais saudável e duradoura?

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sagas Infantis/Juvenis

Ultimamente ando numa de redescobrir os livros que lia quando era mais miúda. Quem é que não se lembra dos livros de Uma Aventura e das Viagens no Tempo, ou até mesmo das aventuras d' Os Cincos e d' Os Sete?

Foram estas coleções que me lançaram no mundo da leitura e que fizeram de mim uma leitora assídua. Cresci com estes livros, aprendi muita coisa - nomeadamente sobre história -, mas, acima de tudo, foi graças a eles que passei a gostar tanto de livros e a ansiar as idas às livrarias. Claro que hoje, com 23 anos, tenho uma perspetiva diferente e a forma como encaro as suas histórias não corresponde à que tinha aos 8 anos, mas ainda assim aprecio e gosto do que leio. E é precisamente por isso que decidi desafiar-me, não tanto a nível de leitura, mas sim a nível de colecionismo. Decidi adquirir os volumes que me faltam de algumas das coleções que iniciei quando era mais pequena, mas também adquirir aquelas que não tenho (ou porque nunca cheguei a ler ou porque os livros que li eram emprestados).
 
Para já, estou a começar com os livros de Uma Aventura e Viagens no Tempo, ambos de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Da primeira coleção apenas tenho 18 - a série vai no número 56 neste momento - e da primeira tenho 15, faltando-me apenas o mais recente. Para além disso, gostaria ainda de adqurir a coleção d'Os Cinco, de Enid Blyton e a série Percy Jackson - apesar de esta série ser já mais recente. Têm outras sugestões de sagas?



E vocês? Ainda gostam de ler livros juvenis ou acham que é algo que tem o seu momento?

segunda-feira, 21 de abril de 2014

TAG: Venha o Diabo e Escolha

Esta Tag foi-me passada pelo José de O Blog de um tal José (muito obrigado!) e consiste, essencialmente, em responder a 10 questões (bastante!) dificeis para qualquer fã da leitura e dos livros.



1 - Preferias só poderes ler um livro por ano e saberes que ias adorá-lo imenso ou leres vários e não gostares muito deles?

Hmmm pergunta bastante díficil. Não sou grande fã de repetir leituras, mas penso que neste caso acabaria por fazê-lo. Não gostaria de passar um ano inteiro a ler livros que, na realidade, nunca me agradariam. 

2 - Preferias nunca conhecer o teu autor(a) preferido (a) ou nunca mais poderes ler mais livros do(a) mesmo(a) a partir deste momento?

Aqui não há grandes dúvidas! Preferia não conhecer o autor a abdicar dos seus livros. Não sou daquelas pessoas que faça grande questão de conhecer autores, algo que até acaba por ser bom tendo em conta que alguns dos meus preferidos já morreram há algum tempo.

3 - Preferias ser obrigado a ver sempre os filmes antes de leres os livros ou nunca veres os filmes?

Apesar de, em geral, preferir ler primeiro o livro e só depois ver o filme, confesso que aqui não me importaria de inverter essa ordem. Acho que é bem melhor ver o filme antes do que nunca poder vê-los.

4 - Preferias matar uma das tuas personagens preferidas de sempre ou deixar um dos piores vilões escapar impune?

Penso que não me importava de deixar escapar o vilão. Confesso que por vezes gosto de torcer pelos vilões, especialmente quando são engenhosos, inteligentes e intrigantes.
5 - Preferias ser um tributo nos Jogos da Fome ou que a pessoa mais importante no mundo fosse?

Seria eu. 

6 - Preferias que a tua série preferida de sempre não tivesse existido ou que o(a) autor(a) nunca a conseguisse acabar?

Apesar de já ter sentido a sensação de vazio por gostar de uma série que não chegou a ser terminada (trilogia Millenium como o exemplo mais flagrante), penso que preferia esse cenário a nunca ter conhecido sequer a saga. Pode ser mau, uma vez que a saga no seu conjunto, regra geral, contribui largamente para a qualidade e desenvolvimento da história e personagens, mas acho que é preferivel conhecer, ainda que só uma parte, do que perder algo que pode mexer comigo.
7 - Preferias nunca ter conhecido esta comunicade literária da Internet ou teres de deixar de fazer parte dela, para sempre, obrigatoriamente?

Bastante díficil esta questão. Acho que era preferivel nunca ter conhecido, porque assim não sentiria desgosto de não poder fazer parte.
8 - Preferias que um livro que encomendaste chegasse a tua casa numa edição super feia, mas em ótimas condições ou que chegasse a tua casa na edição que querias, mas toda estragada e sem que pudesses reclamar?

Preferia a feia lol verdade seja dita, apesar de gostar de um capa bonita (quem é que não gosta), não deixaria de ler um livro por não ser tão fofinho ou cuchicuchi como inicialmente gostaria.
9 - Preferias que os teus livros, por conta de uma tragédia, ardessem ou se afogassem?

Não há uma terceira opção??? Hmmmmm acho que preferia que ardessem ... Pode ser drástico, mas acho preferivel que eles desapareçam por completo a vê-los num mau estado e sem hipótese de recuperá-los (nem sempre o secador consegue fazer milgares :S)
10 - Preferias rasgar a capa de um livro ou sujá-la com algo que não saia?

Rasgar, definitivamente. A partir daí ainda há hipótese de remediar a situação. Com as manchas isso já seria mais complicado.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

#Friday Reads (26)

Ora muito bem, eis o meu programa de leituras para este fim de semana de Páscoa.

Em primeiro lugar, gostaria de terminar um livro que comecei esta semana e sobre o qual terei de escrever uma review. Chama-se Deadly Secret e é de Boris Riskin, um autor que desconhecia. Deixo-vos a sinopse deste livro:

Jake Wanderman is not your average retired teacher and Shakespeare maven. He’s tangled with the Russian Mafia and assassins in Jerusalem and come out triumphant. Now his childhood friend’s long-lost daughter is a suspect in a murder investigation and Jake’s help is needed. The daughter flees to London and he follows, searching for clues. Instead, he uncovers rape, suicide, and secret identities. And falling in love with the female detective on the case only complicates the issue.
Like Sam Spade phoning in his reports to Effie, Jake Wanderman talks us through this corkscrew case in his own inimitable, Brooklyn-wise-guy style while quoting Shakespeare at every opportunity.

Até agora tem sido uma leitura interessante, apesar de já ter lido melhor. No entanto, e do que li de outras reviews, é um livro que ao início pode não cativar tanto, mas que, há medida que a história progride, vai melhorando.

Para além disso, e uma vez que terei de uma longa viagem de carro pela frente, espero conseguir pelo menos um dos livros de Uma Aventura que comprei recentemente: Uma Aventura no Bosque e Uma Aventura em Alto Mar.

Boa Páscoa e até ao próximo post ;)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ana Karenina de Leão Tolstoi

Sinopse

Ana Karenina parece ter tuddopo – beleza, dinheiro, popularidade e um filho adorado. Mas sente um vazio na sua vida até ao momento em que conhece o arrebatador conde Wronsky. A relação que em breve se inicia entre ambos escandaliza a sociedade e a família, e traz no seu encalce ciúme e amargura.
Em contraste com esta história de amor e autodestruição, encontramos Constantino Levine, um homem em busca da felicidade e de um sentido para a sua vida.




A Minha Opinião

Este é um daqueles livros que constava na minha lista de clássicos a ler já há bastante tempo, mas que até ao momento ainda não tinha tido coragem de pegar. Despertava a minha curiosidade por ser um clássico da literatura russa e de ter uma história tão focada na vida de uma mulher. No entanto, tinha algum receio que a narrativa se revelasse algo arrastada, o que, aliado ao tamanho da obra, poderia levar a que a sua leitura se revelasse bastante custosa. Felizmente, Ana Karenina revelou-se uma agradável surpresa e acabei por lê-lo muito mais rápido do que inicialmente esperava.

Fiquei desde logo surpreendida com o estilo de Tolstoi e pelo retrato que ele fez da sociedade russa do século XIX. Pensava, muito sinceramente, que a narrativa seria arrastada e demasiado marcada pela época em que o livro foi publicado, mas deparei-me com uma obra pouco pesada e cativante. Ainda que por vezes os diálogos se dedicassem à política ou filosofia, eram bastante interessantes e apelavam à reflexão e as descrições permitiam imaginar os cenários da história com alguma clareza e sem maçar o leitor. Para além disso, a contraposição feita entre classes - uma alta sociedade hipócrita e demasiado preocupada com aparências e uma classe pobre que, apesar do seu trabalho árduo, recebia salários bastante baixos - e a vida na cidade e no campo permitia, não só, contextualizar a obra, mas também conhecer a sociedade da altura e perceber os atritos que existiam e a forma como as pessoas os viviam.

No entanto, essa não é a única realidade destacada em Ana Karenina. O adultério assume especial relevância, percebendo-se as diferenças que socialmente eram estabelecidas para a mulher e para o homem. É evidente a crítica do autor à hipocrisia da época e a forma como utilizou Ana e o seu irmão para expor os dois extremos do tema é magistral. Uma traição perpetrada por um homem era algo (praticamente) natural e visto como um mal inevitável dos casamentos em que o marido já não se sente sexualmente atraído pela sua mulher. Em suma, considera-se como um comportamento perfeitamente justificavel e cabia à mulher aceitá-lo e seguir com a sua vida como se nada tivesse acontecido. Já Ana, ao assumir o seu romance com Wronsky, é ostracizada pela sociedade e passa a ser considerada como uma mulher desonrada e escandalosa que não soube respeitar a moral e a posição do seu marido. As consequências da sua escolha são avassaladoras, comprometendo, não só, a sua posição social, mas também a relação com o seu filho.

Já no que diz respeito às personagens, devo admitir que fiquei algo dececionada. Não gostei de Ana. Achei-a demasiado caprichosa, possessiva e insatisfeita e apesar de perceber o sofrimento a que ficou submetida pela escolha entre seguir as convenções sociais da época e seguir aquilo que a faria feliz, não consegui sentir grande empatia por ela. Wronsky e Karenine também não eram especialmente cativantes, mas confesso que acabaram por despertar mais o meu interesse e por apelar à minha simpatia. Honestamente, penso que o primeiro fez o que era humanamente possível para sustentar a sua relação com Ana e que Karenine, apesar da sua frieza e distanciamento, apelava pelo seu intelecto. Por fim, destaco ainda Kitty e Levine, casal com o qual comparávamos a relação de Ana e Wronsky. Gostei destas personagens, pelo seu romance e, principalmente, pelos dilemas de Levine, um homem do campo pouco habituado às exigência da vida na cidade, que dedicava uma grande porção do seu tempo a reflexões sobre a morte e a fé.

No geral, uma leitura bastante agrádavel e interessante, não só pelo retrato da sociedade da época, mas também pela forma como o autor utilizou as personagens para representar os seus principais sectores - os latifundiários, os militares, os nobres, os eruditos mais dados à política e à filosofia e os trabalhadores rurais. Para além disso, a forma como aborda o conflito entre a concretização pessoal e o seguir as convenções sociais está muito bem elaborada nesta obra, tornando-se mesmo num dos seus principais temas, a par do adultério. Uma leitura que recomendo vivamente. 

Classificação: 4 estrelas